‘Qual a motivação dos parlamentares ao aprovar essa PEC?’, diz Nunes sobre PEC da Blindagem
Escrito por Nilson Oliver em 20 de Setembro, 2025
Prefeito de São Paulo vê exageros no texto, mas bate na tecla de que ‘alguém ou alguma coisa esteja deixando os parlamentares receosos’
Raul Luciano/Ato Press/Estadão Teor
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), diz que há exageros na PEC das Prerrogativas
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), avaliou que a PEC das Prerrogativas — apelidada de PEC da Blindagem — contém exageros, mas afirmou que o debate não pode se restringir ao teor do texto. Em entrevista à Jovem Pan, ele sugeriu que a população questione quais motivos levaram os parlamentares a revalidar a proposta. “Por que 353 parlamentares votaram essa PEC? O que motivou? Alguém ou alguma coisa? Teve exageros no texto, mas alguma coisa aconteceu que fez com que deputados estejam receosos. Por que votaram essa PEC? O que motivou?”, declarou Nunes.
A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados, amplia a proteção judicial para deputados e senadores. Entre os pontos mais criticados, está a exigência de autorização prévia da Câmara ou do Senado — em votação secreta — para que o Supremo Tribunal Federalista (STF) possa terebrar ações penais contra parlamentares.
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O texto também prevê prazos específicos: 90 dias para que as Casas legislativas decidam sobre pedidos de franqueza de processo criminal e somente 24 horas para se manifestarem sobre prisões em flagrante por crimes inafiançáveis. Ou por outra, medidas cautelares porquê uso de tornozeleira eletrônica ou restrições de contato só poderão ser impostas pelo STF com aval de dois terços de seus ministros e aprovação do Congresso.
Trechos relacionados à revisão de prisão e à ampliação do mesada privilegiado também geraram desconforto, alimentando críticas de que a proposta dificultaria o combate à depravação e poderia aumentar a impunidade. A votação ocorreu em meio a investigações do STF sobre supostos desvios em emendas parlamentares. O texto ainda precisa ser legalizado pelo Senado.
Relação com Tarcísio de Freitas
Questionado se poderia disputar o governo paulista em 2026 caso Tarcísio de Freitas (Republicanos) seja candidato à Presidência da República, Ricardo Nunes foi decisivo ao negar qualquer cenário desse tipo: “Ontem conversei com Tarcísio. Ele é candidato à reeleição, não será candidato à Presidência e eu vou ser o melhor cabo eleitoral dele”, afirmou.O governador de São Paulo já declarou em diversas ocasiões que não pretende disputar a Presidência em 2026, reafirmando a intenção de concorrer a um segundo procuração no estado.





