Porta-voz da Casa Branca republica artigo do ‘Wall Street Journal’ que aponta ‘lawfare’ do STF contra Bolsonaro
Escrito por Nilson Oliver em 15 de Setembro, 2025
Post de Karoline Leavitt reforça críticas americanas à pena do ex-presidente e traz à tona histórico de sanções do governo Trump contra o Brasil
Reprodução/The Wall Street Journal
Título da pilastra de Maria Anastasia O’Grady no “Wall Street Journal”
A porta-voz da Lar Branca, Karoline Leavitt, compartilhou nesta segunda-feira (15) no X (macróbio Twitter) um texto do “Wall Street Journal” que critica a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federalista (STF) e questiona a atuação do tribunal. O item defende Bolsonaro e aponta supostas violações do devido processo lícito, mencionando a pena de 27 anos de prisão no sindicância que investigou tentativa de golpe de Estado. O título do item assinado por Maria Anastasia O’Grady é, em tradução livre, “O jeito brasílio de ‘lawfare’ alcança Bolsonaro”.
O texto de O’Grady ressalta o voto dissidente do ministro Luiz Fux, que evidenciaria escassez de provas e violação do devido processo lícito. Também critica a transporte do caso pelo ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes do tribunal, e sugere que medidas judiciais contra Bolsonaro refletem uma tentativa de repressão política. A autora relembra ainda decisões anteriores do STF consideradas polêmicas e enfatiza a indignação da direita brasileira com o tratamento oferecido ao ex-presidente. Maria Anastasia O’Grady está no “WSJ” desde 1995 e publica sua pilastra toda segunda-feira, sobre política, economia e negócios na América Latina e no Canadá.
O gesto de Leavitt reforça críticas que já vinham sendo feitas por autoridades americanas, porquê o secretário de Estado Marco Rubio, que afirmou esperar anúncios de medidas “adequadas” contra o Brasil devido à pena de Bolsonaro. O subsecretário Darren Beattie e a própria Embaixada dos EUA também classificaram o julgamento porquê segmento de uma “campanha de vexação judicial” liderada pelo ministro Alexandre de Moraes, claro de sanções americanas pela Lei Magnitsky.
Republicação de Karoline Leavitt no X
O incidente insere-se em um histórico recente de ações do governo Trump contra o Brasil em resguardo de Bolsonaro. Em julho, Trump aplicou tarifas adicionais de 50% sobre produtos brasileiros, revogou vistos de ministros do STF e impôs sanções financeiras contra Moraes, citando supostas violações de direitos humanos e perseguição política. Trump chamou a pena de Bolsonaro de “prenúncio à democracia” e comparou a situação à que enfrentou nos tumultos do Capitólio em 2021.
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O Itamaraty reagiu às declarações de Rubio, afirmando que as ameaças não intimidam a democracia brasileira e lembrando que o julgamento dos acusados pelo STF foi transportado com espaçoso recta de resguardo e respeitando a independência do Poder Judiciário. Em item recente publicado em outro jornal americano, o “New York Times”, Lula disse estar orgulhoso do Supremo e respondeu a Trump dizendo que o julgamento não foi uma “caça às bruxas‘.





