Lula responde Trump e diz que Brasil sempre esteve aberto ao diálogo
Escrito por Nilson Oliver em 1 de Agosto, 2025
‘Estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano’, escreveu Lula nas redes sociais
Ricardo Stuckert/PR e Will Oliver/Pool/EFE/EPA
‘Lula pode falar comigo quando quiser’, disse Trump mais cedo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (1º) que o Brasil “sempre esteve desobstruído ao diálogo”, em resposta à enunciação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Lula pode vincular para ele “quando quiser”. “Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”, postou o petista nas redes sociais.
A sintoma ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países, depois que Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Até o momento, os dois líderes não mantiveram contato direto, mesmo posteriormente a imposição da sobretaxa por segmento do governo norte-americano. A tarifa, que passará a valer a partir de 6 de agosto, foi justificada por Washington porquê uma reação a medidas adotadas pelo governo brasílio que, segundo a Vivenda Branca, estariam prejudicando empresas e cidadãos dos Estados Unidos.
Mais cedo, Trump foi questionado diretamente sobre se estava disposto a discutir as tarifas aplicadas ao país e reafirmou que Lula pode falar com ele, repetindo a mesma frase: “Ele pode falar comigo quando quiser”. Na sequência, ao ser perguntado sobre o que estaria em tarifa para o Brasil, completou: “Vamos ver o que acontece. Eu senhor o povo brasílio”.
Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano.
— Lula (@LulaOficial) August 1, 2025
Saiba mais
Ao ser indagado sobre o vestimenta de as tarifas impostas ao Brasil não parecerem ter relação com questões comerciais, Trump afirmou que “as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”. Em meio às pressões para que Lula entre em contato com o norte-americano e discuta o tarifaço de 50% imposto aos produtos brasileiros comercializados com aquele país, integrantes do governo Lula vinham enfatizando que a organização de uma conversa entre os dois presidentes era complexa e não poderia ocorrer de “improviso”.
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Em entrevista ao The New York Times, o mandatário brasílio afirmou que o país “não negociará porquê se fosse um país pequeno contra um país grande”. O próprio Lula disse que deseja ser tratado com reverência e urbanidade. Ambos têm um histórico de declarações hostis mútuas no pretérito e não interagiram ou se encontraram pessoalmente. Integrantes do governo dizem que movimentos exploratórios, que podem ajudar a preparar o terreno para um contato no mais tá nível estão em curso. O estreitamento de contatos entre equipes de governo faz segmento desse processo.
Na quarta-feira (30), pela primeira vez o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) conversou com o secretário de Estado, Marco Rubio, em encontro recatado em Washington, fora do Departamento de Estado e da embaixada brasileira. Os contatos mais frequentes têm sido feitos pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Transacção e Serviços. A equipe dele trabalha com expectativa de novos contatos, em nível técnico e político.
Na quarta-feira (30), o presidente americano assinou a ordem que define a tarifa suplementar de 40% sobre o Brasil (além dos 10% inicialmente aplicados porquê tarifa recíproca), apontando principalmente razões políticas em seu transmitido, com ataques ao governo brasílio e ao ministro Alexandre de Moraes, em razão do julgamento de Jair Bolsonaro e da regulação das big techs. Apesar disso, quase 700 produtos brasileiros foram isentos da tarifa.
*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicado por Carol Santos





