Nikolas Ferreira e aliados viram réus acusados de divulgar notícias falsas contra ex-prefeito de BH
Escrito por Nilson Oliver em 26 de Julho, 2025
O deputado estadual Bruno Engler (PL), que disputou a eleição para prefeito da capital mineira, a deputada estadual Delegada Sheila (PL), e a candidata a vice na placa Cláudia Romualdo também se tornaram réus
TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Nikolas se posicionou sobre a decisão: ‘Devia ter feito rachadinha ou roubado o INSS’
A Justiça Eleitoral de Minas Gerais aceitou denúncia do Ministério Público Estadual contra o deputado federalista Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele se tornou réu culpado de propalar notícias falsas e denunciação caluniosa contra o ex-prefeito de Belo Horizonte Fuad Noman na eleição de 2024. Fuad venceu o pleito, mas morreu em março deste ano vítima de cancro. A decisão foi tomada pelo juiz Marcos Antônio da Silva.
O deputado estadual Bruno Engler (PL), coligado de Nikolas que disputou a eleição para prefeito da capital mineira, a deputada estadual Delegada Sheila (PL) e a candidata a vice na placa Cláudia Romualdo também se tornaram réus pelos mesmos crimes. O MP pediu que eles tenham os direitos políticos suspensos, o que os deixaria inelegíveis, e paguem indenização por danos morais.
Nikolas se posicionou sobre a decisão. “Devia ter feito rachadinha ou roubado o INSS. Vacilei, fui dar minha opinião”, declarou. Engler e Sheila também foram procurados, mas ainda não se posicionaram. A reportagem não conseguiu contato com Cláudia Romualdo.
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Na reta final do segundo vez, adversários de Fuad utilizaram o livro Cobiça, escrito por ele, para acusá-lo de apologia à pedofilia. Em uma passagem da obra, a personagem rememora que foi vítima de estupro coletivo quando tinha 12 anos.
O Ministério Público afirmou que “o grupo disseminou propositadamente informações que sabia ser inverídicas”. A ação teria se oferecido em duas frentes: propagação de “trechos descontextualizados de obra literária de autoria do candidato e falsa imputação de responsabilidade por suposta exposição de crianças a teor inadequado”.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais à idade, Nikolas disse que o livro era “pornográfico”. Segundo o Ministério Público, o deputado relacionou uma obra ficcional a um evento real, ao declarar, “de forma leviana e injusta”, que “o problema é quando a ficção vira a verdade e, pior, chega até seu rebento”. O parlamentar acusava a gestão Fuad de promover uma feira de quadrinhos na qual crianças foram expostas a “nudez, a pornografia ou até mesmo o satanismo”.
Engler e Romualdo levaram o tema para a propaganda eleitoral. “Uma peça completamente perturbadora, escrita pelo prefeito Fuad Noman, um livro erótico, no qual ele descreve o estupro coletivo de uma muchacho de 12 anos de idade”, disse o portanto candidato a prefeito pelo PL em uma das peças. A propaganda afirma ainda que a feira de quadrinhos tinha teor sexualmente explícito.
Sheila adotou a mesma risca ao ortografar em uma publicação que Fuad poderia ortografar sobre o que quiser, mas que o “problema surge exatamente quando a ficção se encontra com a verdade”, também mencionando o evento. Os quatro réus terão 10 dias para responderem à querela, juntar documentos, provas e indicar testemunhas de resguardo.
*Com informações do Estadão ConteúdoPublicado por Carol Santos





