Após tarifaço de Trump, governo Lula decide regulamentar Lei da Reciprocidade sem mencionar países
Escrito por Nilson Oliver em 14 de Julho, 2025
Informação foi confirmada pelo ministro da Vivenda Social, Rui Costa; decreto será publicado nesta terça (15) e permitirá respostas comerciais a medidas unilaterais, porquê a tarifa de 50% imposta pelos EUA
ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Na epístola enviada a Lula, Trump acusa o Brasil de reprimir a liberdade de frase de empresas americanas
Em meio à tensão mercantil provocada pelo proclamação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros, o governo federalista prepara a regulamentação da chamada Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Vernáculo em abril. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (14) pelo ministro da Vivenda Social, Rui Costa, que ressaltou que o decreto não citará nominalmente os Estados Unidos, nem qualquer outro país.
“O decreto não cita países, assim porquê a lei não cita. A lei exclusivamente autoriza o Executivo a adotar medidas de proteção ao país quando medidas extraordinárias forem aplicadas de forma unilateral por outros países”, afirmou o ministro em coletiva. A previsão é que o texto seja publicado nesta terça-feira (15) no Quotidiano Solene da União. A medida é vista porquê uma forma de preparar o terreno jurídico para uma eventual retaliação do Brasil às novas barreiras impostas pelos norte-americanos.
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Reação proporcional e com espeque do setor privado
A Lei nº 15.122, sancionada em abril, permite ao governo brasiliano adotar contramedidas comerciais, porquê restrições a importações, suspensão de acordos comerciais e de investimentos, e até de direitos de propriedade intelectual, sempre de maneira proporcional ao prejuízo causado. A legislação determina ainda que o setor privado deve participar das decisões, e que a via diplomática deve ser tentada antes da adoção de medidas mais duras. “É por isso que se labareda reciprocidade: para permitir uma resposta rápida a ações porquê essa dos EUA”, reforçou Rui Costa.
Entenda o caso: tarifa de 50% e crise diplomática
A crise foi deflagrada na semana passada, quando Donald Trump enviou uma epístola ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciando que, a partir de 1º de agosto, todos os produtos brasileiros exportados para os EUA estarão sujeitos a uma tarifa de 50%. No texto, Trump acusa o Brasil de reprimir a liberdade de frase de empresas americanas e critica o tratamento oferecido ao ex-presidente Jair Bolsonaro pela Justiça brasileira, chamando o processo de uma “caça às bruxas”.
O presidente americano ainda ameaçou levantar as tarifas para até 100% caso o Brasil responda com medidas comerciais próprias. Trump também ordenou a início de uma investigação mercantil contra o Brasil com base na Seção 301 da legislação americana, um dispositivo usado pelos EUA para apurar práticas consideradas desleais por países parceiros.
Impacto potencial: até R$ 20 bilhões
O impacto estimado da novidade tarifa sobre a economia brasileira pode chegar a R$ 20 bilhões, segundo projeções do setor industrial. O agronegócio, a indústria de base exportadora e até mesmo empresas porquê a Embraer, que possui segmento da produção em território brasiliano, estão entre os setores mais sensíveis às medidas de Trump.
Diante da escalada, parlamentares da base governista já defendem a emprego imediata da Lei da Reciprocidade, enquanto a bancada ruralista sugere moderação e diplomacia estratégica porquê caminho preferencial.





