Alckmin diz não ver nenhuma razão para aumento de tarifa dos EUA ao Brasil
Escrito por Nilson Oliver em 9 de Julho, 2025
Enunciação foi feita no mesmo dia em que o presidente Donald Trump anunciou a imposição de uma taxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados ao país norte-americano
PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO
Alckmin frisou ainda que, dos 10 produtos que os EUA mais exportam para o Brasil, oito têm alíquota zero
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Transacção e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira (9), que não vê “nenhuma razão” para aumento de tarifa dos Estados Unidos em relação ao Brasil. “Eu não vejo nenhuma razão para aumento de tarifa em relação ao Brasil. O Brasil não é problema para os Estados Unidos, é importante sempre reiterar isso”, afirmou depois participar de evento na sede do MDIC, em Brasília. “Os Estados Unidos têm, realmente, um déficit de balança mercantil, mas com o Brasil têm superávit.”
O presidente americano, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados ao país norte-americano, com início marcado para 1º de agosto de 2025.
Alckmin frisou ainda que, dos 10 produtos que os EUA mais exportam para o Brasil, oito têm alíquota zero. “Logo, é uma medida que em relação ao Brasil é injusta e prejudica a própria economia americana, porque você tem uma integração na dimensão mercantil. “Ele exemplificou com o caso do aço, já que o Brasil é o terceiro comprador do carvão siderúrgico americano, fabrica o semielaborado e vende para os EUA, que faz o equipamento elaborado. “Nós não vamos mudar o tom, o tom tem que ser o mesmo. Nós temos 200 anos de amizade com os Estados Unidos”, prosseguiu o vice-presidente. “Há um universo de possibilidades aí pela frente de win-win, de ganha-ganha”, completou.
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Tarifas aplicadas
Mais cedo, Trump anunciou uma alíquota tarifária de 30% sobre o Sri Lanka. Foi o sétimo país a receber a missiva sobre tarifas unicamente nesta quarta-feira. O republicano anunciou tarifas para Argélia, Filipinas, Líbia, Iraque, Moldávia e Brunei. Outros 14 países, dentre eles o Japão e a Coreia do Sul, também já foram notificados com as alíquotas.
*Com informações do Estadão Teor
Publicado por Nátaly Tenório





