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Comissão mista do Congresso aprova reajuste de 9% em salários das Forças Armadas

Escrito por em 8 de Julho, 2025

Proposta, que prevê aumento escalonado para ativos, reservistas e pensionistas até 2026, segue para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado; dispêndio estimado é de R$ 5,3 bilhões

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Reajuste para as Forças Armadas é tratado porquê estratégico pelo Executivo, que procura manter o escora da fileira militar
O Congresso Vernáculo deu mais um passo nesta terça-feira (8) para tornar permanente o reajuste de 9% nos salários dos militares das Forças Armadas. A proposta, que já está em vigor por meio de medida provisória, foi aprovada por uma percentagem mista e agora segue para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
O aumento será outorgado de forma escalonada: 4,5% em 2025 e 4,5% em 2026, beneficiando militares da ativa, da suplente e pensionistas. O texto precisa ser ratificado pelo Congresso até agosto, respeitando o prazo de 120 dias para a conversão de medidas provisórias em lei. Caso contrário, o reajuste perde validade.
Segundo estimativas do governo federalista, o impacto do reajuste nas contas públicas será de aproximadamente R$ 5,3 bilhões em 2026. Apesar de subalterno ao percentual reivindicado por setores das Forças Armadas, o índice foi calculado com base no cenário fiscal atual, considerando as limitações orçamentárias.

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Valores atualizados
Desde 1º de abril, data em que o reajuste começou a ser aplicado, o salário base de um recruta passou de R$ 1.078 para R$ 1.127. Com a segunda parcela do aumento, prevista para janeiro de 2026, esse valor deve chegar a R$ 1.177. Já os postos mais altos da jerarquia militar, porquê almirante de Esquadra, general de Tropa e tenente-brigadeiro, devem atingir um salário bruto de até R$ 14.711 em 2026. Importante realçar que os valores informados se referem exclusivamente ao salário-base bruto, sem incluir gratificações, adicionais ou outros benefícios previstos na curso militar.
Trâmite e expectativa
A votação do préstimo no plenário da Câmara e do Senado ainda não tem data marcada, mas líderes do governo indicam que a pronunciação para aprovação está avançada. O objetivo é prometer a segurança jurídica do reajuste e evitar qualquer vazio legítimo que possa comprometer a perpetuidade dos pagamentos.
O progresso da proposta ocorre em um momento de intenso debate sobre gastos públicos, inclusive com cortes previstos em outras áreas. Ainda assim, o reajuste para as Forças Armadas é tratado porquê estratégico pelo Executivo, que procura manter o escora da fileira militar enquanto tenta lastrar o orçamento.


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