Alckmin comemora redução de tarifas, diz que está na ‘direção certa’, mas fala em ‘distorção’ que precisa ser corrigida
Escrito por Nilson Oliver em 15 de Novembro, 2025
Vice-presidente disse que o governo está otimista que vão possuir novos avanços e afirmou: ‘Brasil não é problema, é solução’
Cadu Gomes / VPR
Vice-presidente disse que o governo está otimista que vão possuir novos avanços e afirmou
O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, comemorou neste sábado (15) a decisão dos Estados Unidos de reduzir a tarifa sobre produtos agrícolas, mas afirmou que o governo seguirá com as negociações e que é preciso virar a distorção que ainda existe. “A última ordem foi positiva e na direção correta. A medida retirou 10% para as exportações, isso beneficia, no caso do Brasil, moca, mesocarpo, frutas, manga, suco de laranja, açaí e goiabas”, declarou Alckmin, destacando que o suco de laranja foi o mais beneficiado.
“Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo teve 10% a menos. Só que, no caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que é muito cimalha. Você teve um setor muito atendido que foi o suco de laranja. Era 10% e zerou. Isso é US$ 1,2 bilhão. Portanto ele zerou, ficou sem nenhum imposto. O moca também reduziu 10%, mas tem concorrente que reduziu 20%. Portanto esse é o esforço que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, completou Alckmin.
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Apesar da medida ser um progresso, o vice-presidente destacou que os 40% sobre os produtos brasiliano ainda são altos. “Vamos continuar trabalhando para reduzir mais. A conversa entre Lula e Trump foi importante no sentido do diálogo e negociações e o entro entre Mauro Vieira e Marco Rubio também ajudou”, disse Alckmin.
O encontro de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e as reuniões entre o chanceler brasiliano, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que contribuíram para as reduções apresentadas na última sexta-feira (14). Alckmin disse que o governo brasiliano agora aguarda os próximos passos, mas estão “otimistas que vão ter novos avanços”, e que, as medidas anunciadas pelos EUA, foram frutos de “um conjunto de fatores”.
“Teve o esforço do governo brasiliano, mas também a sensibilidade do governo americano que adotou uma medida na direção correta, e a iniciativa privada que tem ajudado, tanto empresários brasileiros uma vez que americanos, que são os maiores interessados”. Questionados sobre o posicionamento de Trump, que disse na noite de sexta que não haverá urgência de mais recursos, Alckmin disse: “Brasil está crédulo ao diálogo e quer resolver. Os EUA têm superavit na balança mercantil do Brasil, e o Brasil não é problema, Brasil é solução”, disse.
Na sexta-feira, os EUA anunciaram a suspensão de tarifas sobre secção de produtos exportados pelo Brasil, sendo alguns deles: moca, mesocarpo, banana, tomates e açaí. O Brasil é o maior exportador de moca para os EUA e também um dos principais exportadores de mesocarpo. “Determinei que certos produtos agrícolas não estarão sujeitos à tarifa recíproca imposta pelo Decreto Executivo 14257, conforme modificado”, diz o decreto de Donald Trump. “As modificações entrarão em vigor para mercadorias importadas para consumo ou retiradas de arrecadação para consumo a partir das 00h01 (horário padrão do leste dos EUA) do dia 13 de novembro de 2025”, acrescenta o documento. Com o decreto, a tendência é que os preços dos produtos brasileiros nos EUA diminuam.





