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Renan Calheiros cobra da Fazenda dados sobre impacto fiscal de projeto do Imposto de Renda após mudanças da Câmara

Escrito por em 23 de Outubro, 2025

Durante sessão da Percentagem de Assuntos Econômicos (CAE), senador afirmou que a pasta ainda não apresentou os novos números, apesar de ter se comprometido a fazê-lo

Fabio Rodrigues Pozzebom/Sucursal Brasil

Senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto que amplia a tira de isenção do Imposto de Renda
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto que amplia a tira de isenção do Imposto de Renda, cobrou nesta quinta-feira (23) que o Ministério da Rancho envie ao Senado os cálculos atualizados sobre o impacto fiscal do texto posteriormente as alterações feitas pela Câmara dos Deputados. Durante sessão da Percentagem de Assuntos Econômicos (CAE), Renan afirmou que a pasta ainda não apresentou os novos números, apesar de ter se comprometido a fazê-lo. “O governo precisa, pelo menos, colaborar. A Rancho anunciou que o projeto era neutro, mas depois das modificações da Câmara, que afetaram quase R$ 30 bilhões, continua dizendo que é neutro. Eles ficaram de mandar os números e até agora não mandaram”, disse o senador.

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O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que participou da reunião, afirmou que cobrará do ministério o envio das informações “o mais rápido provável”. Renan criticou a postura da Rancho, afirmando que a pasta tem feito “acordos com a Câmara, principalmente com o Centrão”, e que o governo age de forma contraditória. “Na Câmara, a Rancho fez pacto para isentar atividade rústico, o que afeta em quase R$ 8 bilhões a indemnização do projeto, enquanto o Parecer Monetário Vernáculo restringe a renegociação de dívidas agrícolas a pouco mais de milénio municípios”, declarou.
Apesar das críticas, o relator assegurou que o Senado atuará com responsabilidade fiscal. “O pacto que o Senado fará não será para falir o busto ou o estabilidade fiscal”, afirmou. Renan também indicou que deve modificar o texto vindo da Câmara, utilizando recursos regimentais. “Temos o caminho das emendas de redação, da supressão de itens inconstitucionais, do fatiamento ou ainda da apresentação de um projeto autônomo para emendar as impropriedades”, explicou.

*Com informações do Estadão Teor


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