Governo do Rio quer desapropriar terreno da Refit, que tem dívida bilionária
Escrito por Nilson Oliver em 24 de Maio, 2026
A teoria do governador é que o confisco do terreno onde fica a refinaria seja usado para desmoronar, pelo menos, segmento da dívida
Divulgação / Refit
Governo do Rio quer desapropriar terreno da Refit, que tem dívida bilionária
O governador em treino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, quer desapropriar o terreno da refinaria Refit, considerada uma das maiores devedoras de impostos do Estado. A informação foi antecipada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Orbe, e confirmada pelo Estadão. Procurada, a Refit não se manifestou.
A teoria do governador é que o confisco do terreno onde fica a refinaria seja usado para desmoronar, pelo menos, segmento da dívida. Procurado pelo Estadão, o governo não detalhou uma vez que pretende tomar o terreno, nem se tem uma estimativa do valor dele.
O possuidor da empresa, Ricardo Magro, é intuito de mandado de prisão e considerado fugido da Justiça no contextura de uma investigação da Polícia Federalista. Segundo as investigações, somente ao Rio, a Refit deve R$ 9,4 bilhões.
Além de ser uma das maiores devedoras do Estado do Rio, a Refit também é considerada a maior devedora do País, se somados os Estados, municípios e a União. São R$ 55 bilhões em dívidas. Há anos, Magro é investigado por sonegação fiscal.
Operação Sem Refino investiga Refit e Ricardo Magro
A empresa e seu possuidor são investigados pela Polícia Federalista por um esquema de sonegação bilionária e lavagem de moeda, no contextura da Operação Sem Refino.
A suspeita é de que Magro teria usado empresas e fundos de investimentos para maquiar as operações financeiras.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF). Magro não foi localizado pela PF
As investigações também atingem políticos. O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), foi intuito de buscas e apreensões.
A Polícia Federalista afirma que ele tentou beneficiar a refinaria ao recitar um refinanciamento de dívidas que poderia reduzir até 95% dos débitos da refinaria com o Estado.
A empresa nega e diz que não foi beneficiária do programa. O ex-governador nega ilícitos e afirma que está “à disposição da Justiça para dar todas as explicações” e “convicto de sua lisura”.
O senador Ciro Nogueira (Progressistas) também foi citado. A PF afirma que um fundo de investimentos ligado à Refit pagou R$ 14,5 milhões a uma empresa da família do parlamentar, que foi ministro da Mansão Social no governo de Jair Bolsonaro (PL). Ex-secretário da pasta na gestão de Nogueira, Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro também teria recebido R$ 1,3 milhão de uma empresa ligada à Refit, segundo a PF.
O senador afirma que o pagamento foi devido à venda de um terreno “de forma regular e totalmente declarada aos órgãos competentes”.



