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Aliados de Lula pedem que PGR investigue Flávio por possível atentado à soberania

Escrito por em 30 de Maio, 2026

Deputados pedem à PGR a instauração de interrogatório policial federalista para apuração do caso
Reprodução / Redes Sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontrou nesta terça-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Moradia Branca.
Um grupo de deputados do PSOL e da Rede pediu à Procuradoria-Universal da República (PGR) para investigar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por provável atentado à soberania pátrio. A representação cita a atuação do parlamentar junto ao governo Donald Trump em resguardo da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho(CV) uma vez que organizações terroristas.
Em nota, o coordenador universal da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Pelágico, afirmou: “Se o transgressão que nos acusam é o de buscar esteio de nações amigas para sufocar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com persuasão” (leia a nota completa ao término da material).
Na representação, os parlamentares aliados do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que Flávio e outros integrantes da família Bolsonaro têm atuado para estimular a mediação do governo dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil, o que, segundo eles, é uma sufocação à soberania do País.
O documento cita a visitante de Flávio ao presidente americano, Donald Trump, na última terça-feira, 26, quando o senador afirmou ter defendido a designação dos grupos criminosos PCC e CV uma vez que organizações terroristas globais. No dia seguinte, o senador se reuniu com o secretário de Estado, Marco Rubio, com quem também discutiu o tema.
A designação foi anunciada pela gestão Trump um dia depois o encontro com Rubio. A medida, porém, já vinha sendo estudada há meses pelo governo americano. Nas redes sociais, Flávio comemorou a decisão: “Grande dia!”.
Para sustentar a tese de que Flávio influenciou a decisão, a representação dos deputados do PSOL e da Rede cita reportagem do jornal The New York Times segundo a qual a decisão do governo Trump foi tomada depois “meses de lobby invasivo dos filhos do ex-presidente recluso, Jair Bolsonaro, um coligado próximo de Trump”
O documento – assinado pelas deputadas federais Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG), Luiza Erundina (PSOL-SP), Heloísa Helena (Rede-RJ), Luizianne Lins (Rede-CE) e pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) – afirma que a designação pode originar “impactos relevantes” no País.
Segundo eles, além de possibilitar a imposição de sanções econômicas a instituições financeiras brasileiras, a classificação abre, sob o recta interno norte-americano, a possibilidade jurídica de mediação militar dos Estados Unidos em áreas de atuação dessas organizações, à revelia do governo brasiliano.
Os deputados argumentam também que a Constituição Federalista é explícita ao mandar que compete privativamente ao Presidente da República “manter relações com Estados estrangeiros e confiar seus representantes diplomáticos” e “festejar tratados, convenções e atos internacionais”. Por isso, os parlamentares sustentam que, ao viajar para Washington e supostamente obter uma decisão administrativa do governo americano com efeitos concretos sobre o Brasil, Flávio Bolsonaro teria “usurpado cultura privativa do Superintendente do Poder Executivo, caracterizando, em tese, invasão da esfera de cultura diplomática da União”.
Segundo os deputados, Flávio teria usado seu procuração uma vez que senador para “em solo estrangeiro, invitar um governo estrangeiro a intervir nos assuntos internos do Brasil, com impacto direto sobre a soberania pátrio, o sistema financeiro, o processo eleitoral e a integridade territorial do País”, no que seria uma “negociação contra os interesses do próprio país ”
Na representação, os deputados pedem à PGR a instauração de interrogatório policial federalista para apuração do caso e adoção das medidas administrativas e civis pertinentes. Também solicitam a informação dos fatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que se avalie a existência de elementos configuradores de injúria de poder ou influência estrangeira no processo eleitoral.
Nota do coordenador universal da pré-campanha de Flávio Bolsonaro:
A representação do PSOL e da Rede contra o senador Flávio Bolsonaro é mais uma prova de que a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário uma vez que extensão de seu projeto político. É inadmissível que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo. O mesmo campo político que hoje clama por “soberania” foi o que, durante anos, viajou o mundo denunciando o próprio país e buscando interferência estrangeira por razões ideológicas. Se o transgressão que nos acusam é o de buscar esteio de nações amigas para sufocar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com persuasão. Enquanto a esquerda protege quem mantém relações de intimidade com o transgressão, nós continuaremos focados em desarticular as organizações que hoje dominam territórios e fazem reféns milhões de brasileiros. A soberania pátrio serve para prometer a segurança do cidadão de muito, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo.


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