Zé Trovão ameaça Moraes na Câmara: ‘Vamos acabar com a sua vida’
Escrito por Nilson Oliver em 21 de Agosto, 2025
Fala aconteceu posteriormente o pastor Silas Malafaia ter o passaporte e o celular apreendidos na noite de quarta-feira (20) no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Malafaia entrou na mira da polícia posteriormente os policiais encontrarem diálogos no celular de Jair Bolsonaro
O deputado federalista Zé Trovão (PL-SC) ameaçou o ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) Alexandre de Moraes durante pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (20). O parlamentar bolsonarista discursou em resguardo do pastor Silas Malafaia, cândido de mandado de procura e mortificação, e afirmou que a oposição “acabaria com a vida” do magistrado.
Na tribuna da Vivenda, Zé Trovão afirmou querer repudiar a “perseguição” a Malafaia. “Que dia para se expressar mais uma vez ao Supremo Tribunal Federalista: continuem perseguindo as pessoas. Estão no caminho visível para que, daqui a pouco tempo, nascente país seja uma desgraça definitiva. Alexandre de Moraes, presta atenção, o seu dia, o seu termo está próximo e nós vamos completar com a sua vida”, disse.
Cinco minutos depois, ele retornou para retificar suas palavras, que disse “não serem verdade de maneira nenhuma”. “Quero fazer uma correção na minha fala quando citei o Moraes. Eu disse ‘destruir a sua vida’ e isso não é verdade de maneira nenhuma. Nós não estamos cá para destruir vidas, e sim as ações erradas que ele tem tomado. Portanto, eu quero retirar a minha vocábulo. Nós iremos completar com a injustiça que ele comete”, disse.
Em nota enviada ao Estadão, o gabinete do deputado afirmou não ter se tratado de uma prenúncio. “O deputado utilizou a frase: ‘vamos completar com sua vida’. No entanto, tal frase não teve qualquer intenção de prenúncio ou incitação à violência. Trata-se de uma frase de cunho coloquial, conotativa, utilizada no calor do debate político e não deve ser interpretada porquê prenúncio de morte ou qualquer tipo de incentivo a atos ilícitos”, afirmou o expedido.
“O deputado retratou-se imediatamente, informando que suas palavras não devem ser compreendidas de forma literal e que repudia qualquer forma de violência, reafirmando seu compromisso com o debate democrático e com as instituições da República.”
Nesta quinta-feira (21), o deputado Rogério Correia (PT-MG) protocolou na Corregedoria da Câmara uma representação por quebra de decoro parlamentar contra Zé Trovão. O documento diz que, “extrapolando seriamente suas prerrogativas parlamentares”, ele cometeu o violação previsto no item 147 do Código Penal (prenúncio).
“Ele (Zé Trovão) já responde a um processo remetido pela própria Mesa Diretora da Câmara pelo incidente do sequestro do Plenário, há duas semanas. A novidade denúncia demonstra o comportamento frequente do deputado e a sua insistência em magoar as normas e o decoro”, escreveu Rogério em seu perfil do X (idoso Twitter).
Silas Malafaia teve passaporte e celular apreendidos
O pastor Silas Malafaia teve o passaporte e o celular apreendidos na noite de quarta-feira no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. O líder religioso foi cândido de procura e mortificação pela Polícia Federalista (PF) na investigação em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federalista Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram indiciados por suspeita de filtração no curso do processo da tentativa de golpe.
Segundo a PF, os três agiram em conjunto para interferir no curso do julgamento de Bolsonaro no STF, por tentativa de golpe de Estado, e declamar a serviço de interesses estrangeiros.
Malafaia entrou na mira da polícia posteriormente os policiais encontrarem diálogos no celular de Jair Bolsonaro em que o pastor o orienta a incentivar manifestações de rua e disparar mensagens por WhatsApp. Bolsonaro estava proibido de usar redes sociais em razão das medidas cautelares impostas pelo STF. Por descumprimento, ele teve a prisão domiciliar decretada no início do mês.
Nas conversas, Malafaia o aconselha a pressionar os atores políticos e o Judiciário em prol de uma anistia. Para a PF, essas orientações demonstram uma intenção de “constranger” autoridades brasileiras.
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“Vale ressaltar que nas orientações repassadas ao ex-presidente, Silas Malafaia evidencia que a real intenção dos atos praticados pelos investigados é constranger as autoridades brasileiras (ministros do STF e parlamentares) para obter uma anistia e impunidade nas ações penais em curso, sendo tais medidas a única saída para virar as sanções impostas pelos Estados Unidos“, diz o relatório da Polícia Federalista.
*Com informações do Estadão Teor
Publicado por Nátaly Tenório





