Tarcísio em ato em memória do Holocausto: ‘Não podemos permitir que o Brasil se perca no ódio’
Escrito por Nilson Oliver em 25 de Janeiro, 2026
Durante o exposição, o governador retomou o questionamento da presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Célia Parnes, que perguntou durante sua fala se a sociedade está preparada para identificar os sinais de um novo Imolação
Paulo Guereta / Governo do Estado de SP
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sátira a gestão do governo federalista e defende a união da direita, durante a 1ª edição do UBS Wealth Management Latam Summit
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste domingo, 25, em exposição durante Ato em Memória às Vítimas do Imolação, que “não podemos permitir que o Brasil se perda no ódio”.
Durante o exposição, o governador retomou o questionamento da presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Célia Parnes, que perguntou durante sua fala se a sociedade está preparada para identificar os sinais de um novo Imolação.
Segundo governador, naquele tempo “as lideranças não o sabiam. Hoje, talvez, nós não estamos (preparados)”. “Hoje, às vezes, não percebemos o que está acontecendo. A gente nega”, prosseguiu o governador ao relembrar o ataque do grupo terrorista Hamas contra Israel em outubro de 2023.
“Israel tinha firmado uma contrato de tranquilidade com os Emirados Árabes, a Jordânia, o Egito. E se encaminhava para assinar um contrato de tranquilidade com a África Saudita quando foi invadido pelo Hamas. Isso não foi um fracasso. Isso foi encomendado por alguém que quer implantar o ódio. Eu percebi isso. Uma vez que isso não foi percebido? Uma vez que isso pode ser rejeitado? Uma vez que a gente pode negar o recta de Israel a tutorar o seu território?”, questionou o governador.
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Tarcísio agradeceu à comunidade judaica e destacou ainda a imposto do grupo para o Estado. principalmente na extensão da saúde. Ao fechar, Tarcísio renovou o compromisso do governo paulista com o combate ao antissemitismo.
“A minha missão cá é renovar o meu compromisso de combate ao antissemitismo, proteger a comunidade judaica e fazer com que levante seja um lugar onde vocês possam trabalhar, estudar e, principalmente, ser felizes”, disse.
O presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Cláudio Lottenberg, iniciou seu exposição se dirigindo ao governador paulista, dizendo que registrou cada uma das vezes em que Tarcísio esteve presente em eventos da comunidade judaica.
Ao falar sobre o cenário internacional, afirmou que há perspicuidade sobre os responsáveis pela disseminação do extremismo. “Sabemos muito muito quem oprime, quem financia, quem arma e quem se beneficia desses grandes negócios”, disse.
Lottenberg criticou o que chamou de política das narrativas e a relativização do extremismo. “Presenciamos a política das narrativas, que substituíram o debate fundamentado em fatos. Mesmo assim, seguimos relativizando o extremismo uma vez que se fosse somente uma divergência de natureza ideológica”, afirmou.
Lottenberg afirmou ainda que combate ao antissemitismo não deve ser associado a disputas partidárias. “Essa é uma missão que não é de direita nem de esquerda. É uma missão de uma sociedade que acredita na democracia, na distinção humana e no saudação”, concluiu.
*Estadão Teor



