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Pfeifer: Brasil depende dos EUA para tecnologia de defesa

Escrito por em 18 de Março, 2025

A relação entre o Brasil e os Estados Unidos enfrenta novos desafios diante da mudança na política externa americana sob o governo de Donald Trump. De contrato com o coordenador-geral do Grupo de Estudo de Estratégia Internacional em Resguardo, Segurança e Lucidez da Universidade de São Paulo (DSI-USP), Alberto Pfeifer, o cenário é multíplice e exige uma postura mais assertiva da diplomacia brasileira.Segundo Pfeifer, Trump representa uma ruptura na postura externa dos Estados Unidos, abandonando o papel de vencedor do multilateralismo e protetor da ordem liberal internacional. “Com o slogan ‘Make America Great Again’, os EUA adotam uma abordagem que prioriza os interesses nacionais e as relações bilaterais”, diz.Neste contexto, o Brasil assume um papel de destaque uma vez que principal parceiro no hemisfério americano. “O Brasil é o maior país da América do Sul, é a segunda economia das Américas e, por ser o grande país sul-americano, controla um espaço geográfico de interesse dos Estados Unidos”, ressalta. Trump descarta sátira de juiz da Suprema Galanteio sobre ataques ao judiciário Petróleo fecha em queda com progresso das negociações entre Rússia e Ucrânia Em seguida deportações, Venezuela faz alerta sobre “riscos de viajar para os EUA” Interdependência econômica e tecnológicaA relação bilateral é marcada por uma interdependência econômica, com negócio cruzado e investimentos mútuos. Porém, o profissional alerta para a premência de o Brasil adotar uma posição mais assertiva para evitar possíveis retaliações americanas.Um ponto crucial nessa relação é a obediência tecnológica do Brasil em relação aos EUA, mormente no setor de resguardo. “O padrão tecnológico das Forças Armadas brasileira é americano e não há uma vez que se mudar isso rapidamente”, explica.Desafios diplomáticos para o BrasilO governo brasílico enfrenta um dilema diplomático, precisando lastrar suas relações internacionais. Com a realização de dois grandes eventos internacionais no Brasil nascente ano — a Cúpula dos Brics, em junho, e a COP30, em novembro — o país precisa definir sua posição em relação aos Estados Unidos.Pfeifer avalia que o Brasil terá que fazer uma escolha clara em qualquer momento deste ano: “Se estará do lado dos Estados Unidos ou estará vulnerável a alguma retaliação americana”.“Esta decisão será crucial para prometer o sucesso dos eventos internacionais e manter a normalidade nas relações com os Estados Unidos, um parceiro estratégico para o Brasil”, conclui. Os textos gerados por perceptibilidade sintético na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique cá para saber mais.


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