Marcelo Câmara nega obstrução e diz à PF que não conversou com Mauro Cid
Escrito por Nilson Oliver em 1 de Julho, 2025
Ex-assessor de Bolsonaro está recluso preventivamente desde que seu jurisconsulto na ação da trama golpista, Eduardo Kuntz, apresentou ao STF mensagens que alega ter trocado com o tenente-coronel
Reprodução/Facebook/@Marcelocostacamara
Câmara alegou que cumpriu todas as medidas cautelares impostas pelo STF
O coronel Marcelo Câmara negou nesta terça-feira (1), em testemunho à Polícia Federalista, em Brasília, ter conversado com o tenente-coronel Mauro Cid, diretamente ou por terceiros, para interferir na delação dele. Câmara negou categoricamente qualquer ato de obstrução de Justiça, disse que não procurou o ex-ajudante de ordens e alegou que cumpriu todas as medidas cautelares impostas pelo STF.
Os advogados Mario Papaterra Limongi e Gustavo Neno Altman, que acompanharam o coronel, disseram que o testemunho “foi uma ótima oportunidade para que ele pudesse reiterar que nunca procurou Mauro Cid para tratar de sua delação”. Segundo eles, “o coronel sempre cumpriu com todas as obrigações que lhe foram impostas pelo STF e aguarda agora decisão sobre seu pedido de soltura”.
O coronel está recluso preventivamente desde que seu jurisconsulto na ação da trama golpista, Eduardo Kuntz, apresentou ao Supremo Tribunal Federalista (STF) mensagens que alega ter trocado com Mauro Cid. As conversas foram usadas para pedir a anulação do combinação de colaboração do tenente-coronel. Marcelo Câmara foi ouvido em um interrogatório desimpedido por ordem do ministro Alexandre de Moraes para verificar se houve obstrução de Justiça.
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Os advogados Paulo Amante Cunha Bueno, que há dois anos defende o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Fábio Wajngarten, ex-assessor de Bolsonaro, e Eduardo Kuntz também prestam testemunho nesta terça. Mauro Cid alega que os três fizeram contatos com a mulher, a mãe e a filha menor de idade dele para tentar conseguir informações sobre o combinação de colaboração premiada e, com isso, “interferir nas investigações em curso”.
*Com informações do Estadão Teor
Publicado por Nátaly Tenório





