Lula defende relação comercial com a China em inauguração de montadora
Escrito por Nilson Oliver em 15 de Agosto, 2025
Durante o evento, o presidente da República ainda disse que por culpa de Trump, o Brasil vive uma ‘turbulência desnecessária’
Ricardo Stuckert/PR
A empresa chinesa estima investimento de R$ 4 bilhões até 2026 no país
Ao participar da inauguração de uma montadora chinesa (GWM) de carros elétricos e híbridos na cidade de Iracemápolis (SP), a 160 km de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez elogios à China, “maior parceiro mercantil do país”, e voltou a criticar o governo dos Estados Unidos.
“Não dá para a gente concordar a geração de uma imagem mentirosa contra um país uma vez que o Brasil, que não tem contencioso no mundo”, disse o presidente.
A empresa chinesa estima investimento de R$ 4 bilhões até 2026 no país, o que já engloba a exórdio da novidade fábrica. De 2027 a 2032, são previstos mais R$ 6 bilhões. “A China é o nosso principal parceiro mercantil. A gente vai tentar rivalizar para que o transacção mundial seja equilibrado. A gente quer que volte o multilateralismo”, afirmou Lula.
Coligado
O presidente defendeu que o Brasil tem sido coligado da China por um mundo mais justo e um planeta mais sustentável. “É importante que as pessoas saibam que o transacção do Brasil com a China hoje é de US$ 160 bilhões contra US$ 80 bilhões com os Estados Unidos”, comparou.
Lula afirmou que, por culpa de Trump, o Brasil vive uma “turbulência desnecessária”. “A teoria de passar para o mundo que o Brasil é um país horroroso para negociar não é verdade. Eu não posso permitir que um presidente de um país do tamanho dos Estados Unidos possa gerar a quantidade de inverdades que ele tem exposto sobre o Brasil”.
O presidente pediu que mais empresas chinesas desembarquem no Brasil para gerar mais empregos. Ele lembrou que quando deixou a presidência em 2010, havia transacção de 3,6 milhões de carros. Mais de uma dez depois, as vendas estão na mansão de 1,6 milhão de veículos. “É por isso que nós estamos recuperando a indústria com política de créditos”, disse.
Lula afirmou que não aceita que países grandes sufoquem os menores. “Isso não é transacção justo. O transacção justo é aquele em que as regras são estabelecidas em paridade de condições para todo mundo”.
Fábrica chinesa
Lula lamentou que fábricas da norte-americana Ford tenham deixado o Brasil em 2021, e celebrou a chegada da empresa chinesa. “Essa visão que os chineses têm de que eles podem ocupar uma segmento do mundo vendendo e produzindo e ensinando, que nós vamos aproveitar”.
Lula dirigiu-se aos diretores da empresa chinesa e pediu que façam do Brasil uma base de vendas na América Latina. “Para quem quiser vir, nós estaremos de braços e coração abertos”.
Empregos
O vice-presidente Geraldo Alckmin, também presente ao evento, lembrou que o Brasil tem a oitava maior indústria automotiva do mundo e que o país recebeu sete novas montadoras. Ele elogiou a empresa chinesa que contará com um meio de pesquisa, desenvolvimento e inovação. “Cá são 700 empregos. Até o início do ano que vem, 1.300, mais 10 milénio indiretos”, disse Alckmin.
Geraldo Alckmin citou que a indústria automotiva, ano pretérito, cresceu, no Brasil, 9,3%, enquanto que no mundo a média é de 2%. “A venda de veículos cresceu 14,1%. Em razão do lucro da volume salarial, caiu o desemprego”.
Ponto de partida
O presidente da montadora GWM, Mulo Feng, disse que a fábrica não é somente um compromisso com o mercado brasílico, mas também o ponto de partida para gerar um porvir com os parceiros latino-americanos. A empresa está presente em 170 países.
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“O Brasil possui uma sólida base industrial e supimpa capacidade de integração regional. Acreditamos que o compromisso do governo e dos consumidores brasileiros com inovação, qualidade e sustentabilidade está totalmente desempenado com nossos valores”, disse o chinês. Ele garantiu que os direitos trabalhistas e responsabilidade corporativa são princípios da empresa.
*Com informações da Filial Brasil
Publicado por Nátaly Tenório





