Flávio Bolsonaro lança Carlos ao Senado por Santa Catarina
Escrito por Nilson Oliver em 9 de Maio, 2026
A placa ‘puro sangue’ encerra uma disputa que causou desentendimentos entre políticos da direita no estado
Guilherme Nery/CMRJ
Antes da mudança de Carlos, os candidatos do grupo seriam De Toni e o senador Esperidião Amin (PP-SC), que vai tentar a reeleiçã
O senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou do lançamento de pré-candidaturas de seu grupo político neste sábado (9), em Santa Catarina. O evento político confirmou que o PL vai concorrer às duas vagas abertas ao Senado com a deputada federalista Carol de Toni e com o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, que transferiu o estância eleitoral para o Estado do Sul.
A placa “puro sangue” de candidatos do PL ao Senado encerra uma disputa que causou desentendimentos entre políticos da direita em Santa Catarina. Antes da mudança de Carlos, os candidatos do grupo seriam De Toni e o senador Esperidião Amin (PP-SC), que vai tentar a reeleição.
Com a decisão, Amin se afastou do governador Jorginho Mello (PL) e se alinhou a João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó que vai concorrer ao governo do Estado.
“Quero lembrar que esta eleição vai ter dois turnos. E eu não vi ninguém, até hoje, expressar que não acredita que o João Rodrigues, chegando ao segundo vez, não ganhe a eleição”, afirmou o senador do PP em um ato político, na sexta-feira, 8
No ato com Flávio, Carlos e De Toni trocaram elogios e mimos e indicaram que estão trabalhando juntos para serem os dois senadores eleitos por Santa Catarina nas eleições de outubro.
“Obrigado por toda consideração e simpatia que você tem por mim. Você é fundamental para que tudo isso cá esteja acontecendo”, disse o ex-vereador. “Se Deus quiser, estaremos juntos nesse duelo de fazer o que tem que ser feito no Senado”, afirmou a deputada.
A mudança de estância eleitoral de Carlos Bolsonaro faz segmento de uma estratégia da família para tentar uma eleição facilitada para o rebento de Jair Bolsonaro e, com isso, ampliar o número de cadeiras que a direita controla no Senado. No Rio, a disputa é mais acirrada e o grupo tem o ex-governador Cláudio Castro (PL) na disputa.
No exposição, o senador Flávio Bolsonaro fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o Partido dos Trabalhadores ficará na “insignificância” a partir do ano que vem.
O senador também citou o pai. Disse que a “missão” de Jair Bolsonaro ainda não acabou e que o ex-presidente “subirá a rampa do Planalto” em 2027.
Flávio se contradiz e fala em governo de oito anos
Em exposição a apoiadores na sexta-feira, em Santa Catarina, Flávio Bolsonaro sugeriu que, se eleito, pode tentar um governo de oito anos, com dois mandatos.
Ao fazer comentários sobre porquê pretendia deixar o País ao termo do governo, disse que isso poderia intercorrer “seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos”.
O tom do senador contradiz manifestações anteriores dele mesmo, que vinha sinalizando que pretendia trenar somente um procuração de presidente, se eleito.
Em março, ele chegou protocolar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que proíbe a reeleição para o incumbência de presidente da República. O texto diz que a emenda entraria em vigor na data de sua promulgação e se aplicaria ao presidente vencedor das eleições de 2026.
Flávio passou a falar sobre não reeleição para tentar espeque do meio a seu projeto de candidatura. O pai dele, Jair Bolsonaro, usou o mesmo expediente em 2018 ao proteger o termo da reeleição. Quatro anos depois, ele concorreu por mais um procuração e foi derrotado por Lula.



