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Derrite: aprovação de PL Antifacção foi ‘massacre’ para o governo Lula

Escrito por em 20 de Novembro, 2025

Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Teor

SP – TARCISIO COLETIVA / DADOS METANOL – GERAL – O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas concede entrevista coletiva atualizando novas ações e dados de casos referente a intoxicação por metanol, depois reunião com o gabinete de crise com representantes e associações do setor de bebidas, nesta segunda-feira (06) no Palácio dos Bandeirantes na zona sul da capital paulista. Na foto, o Secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. 06/10/2025
O deputado federalista Guilherme Derrite (PP-SP), relator do pacote anti-facção confirmado pela Câmara dos Deputados, afirmou que a novidade legislação marca “o início de uma viradela na segurança pública”. Segundo ele, a sexta e última versão do texto — resultado de semanas de negociações — estabeleceu uma estrutura mais rígida para enfrentar organizações criminosas e proteger a sociedade.
Secretário de Segurança Pública de São Paulo licenciado, Derrite criticou a proposta inicial enviada pelo governo federalista, que, segundo ele, era “branda” com integrantes de facções. O parlamentar afirma que quem se opôs ao texto final “defende bandido”.
Verosímil equiparação a terrorismo segue em taxa
Derrite destacou que a equiparação de facções criminosas a organizações terroristas ainda não está descartada. Ele lembrou que um projeto do deputado Danilo Potente (União-CE), que trata do tema, já tem requerimento de urgência confirmado e pode ser votado a qualquer momento no plenário.
O deputado também relatou que um incidente ocorrido no Ceará — envolvendo uma moça de 12 anos, citada em entrevista — o motivou a batalhar pela aprovação de regras mais duras.
Novos crimes e penas mais altas
O texto confirmado cria 11 novos tipos penais, incluindo o uso de barricadas, domínio de cidades e ataques a instituições financeiras, além de qualificadoras uma vez que financiamento de crimes e agravantes quando as vítimas forem crianças, idosos, policiais ou integrantes do Judiciário. Crimes hediondos também terão penas mais altas.Em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, Derrite disse ser “falsa narrativa” a criminação de que o projeto enfraquece a Polícia Federalista.
Bastidores e pressão do governo
Derrite afirmou que permaneceu 15 dias em Brasília para discutir o projeto e que não foi procurado nem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, exceto no dia da votação.
Segundo ele, integrantes dos ministérios da Quinta, da Receita Federalista e da Segurança Pública o buscaram “às escondidas” para sugerir ajustes no texto, já que, de combinação com o deputado, “os chefes não poderiam saber”. Algumas dessas sugestões, diz, foram incorporadas ao parecer final.
O parlamentar classificou a aprovação do pacote anti-facção uma vez que um “massacre para o governo federalista”.
Discussão no Senado
O projeto ainda será analisado pela Percentagem de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sem previsão de votação. Derrite considera procedente que senadores proponham mudanças, mas lembra que, se isso ocorrer, o texto voltará à Câmara para novidade estudo.
O deputado também disse que confia. A estudo do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e rebateu narrativas de que o projeto teria impactos negativos sobre direitos fundamentais, afirmando que “zero brasileiros de muito serão prejudicados”.


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