Braga Netto volta a pedir revogação da prisão após mais de 190 dias detido
Escrito por Nilson Oliver em 24 de Junho, 2025
Ex-ministro da Lar Social participou de acareação com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (24), em Brasília, utilizando tornozeleira eletrônica
Antonio Augusto/STF
Braga Netto está represado, indiciado de tentar interferir nas investigações sobre uma verosímil tentativa de golpe de Estado
Depois mais de 190 dias recluso, o general da suplente e ex-ministro da Lar Social, Walter Braga Netto, voltou a solicitar ao Supremo Tribunal Federalista (STF) a revogação da prisão preventiva. A resguardo argumenta que o cenário atual não justifica a manutenção da medida extrema. Braga Netto está represado desde 14 de dezembro de 2024, indiciado de tentar interferir nas investigações sobre uma verosímil tentativa de golpe de Estado. Segundo os advogados, com o término da tempo de instrução do processo, os motivos que sustentaram sua prisão não se mantêm.
“Inexiste investigação ou ato instrutório a serem protegidos, de modo que se afasta o risco que fundamentou, inicialmente, a decretação da prisão”, destacou a resguardo no novo pedido ao STF. Os advogados afirmam ainda que Braga Netto tem colaborado com a Justiça e cumprido todas as medidas determinadas, o que, segundo eles, reforça a viabilidade de substituição da prisão por medidas cautelares alternativas, porquê o monitoramento eletrônico, já em uso.
Siga o meio da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!
Nesta terça-feira (24), Braga Netto compareceu a Brasília usando tornozeleira eletrônica para participar de uma acareação com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, peça-chave nas investigações que envolvem a cúpula militar e política do governo anterior.
O novo pedido de revogação será estimado pelo Supremo nos próximos dias. A expectativa da resguardo é de que, com o término da instrução processual e a privação de riscos à investigação, a Justiça opte por revogar a prisão preventiva e aplique medidas alternativas.





