Bolsonaro era ‘centro decisório’ e ‘principal destinatário’ das ações da ‘Abin paralela’, segundo relatório da PF
Escrito por Nilson Oliver em 18 de Junho, 2025
No relatório final da investigação entregue ao Supremo Tribunal Federalista (STF), a PF afirma que o ex-presidente e fruto definiram as ‘diretrizes estratégicas’ do esquema e os alvos das ações clandestinas de arapongagem
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Bolsonaro não foi indiciado, pois já enfrenta um processo no STF relacionado a uma suposta trama golpista
Em relatório apresentado ao Supremo Tribunal Federalista (STF), a Polícia Federalista disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro era o “principal destinatário do resultado das ações clandestinas e da instrumentalização da Abin”. “Ao tempo, dirigida por Alexandre Ramagem conforme se depreende das próprias anotações do logo Diretor da Abin“, completa o documento. Apesar de sua implicação, Bolsonaro não foi indiciado, pois já enfrenta um processo no STF relacionado a uma suposta trama golpista. A decisão sobre eventuais novas acusações ficará a missão da Procuradoria-Universal da República (PGR).
A investigação teve início em seguida a invenção da compra de um sistema de espionagem pela sucursal, que visava monitorar alvos específicos. Os documentos encontrados com Ramagem continham referências diretas a Bolsonaro, com títulos porquê “Bom dia Presidente” e “PR Presidente”, evidenciando a conexão.
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A PF atribui ao ex-presidente e ao vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, o comando de uma organização que, segundo a corporação, usou a Abin ataques às urnas eletrônicas, além da espionagem política. O vereador seria o “idealizador da lucidez paralela”, de convenção com a PF. A Polícia Federalista afirma que ele “figura no cerne das ações delituosas” e era uma espécie de “direcionador das informações produzidas”.
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Ao todo, 36 pessoas foram indiciadas no caso. A Polícia Federalista organiza a investigação em seis núcleos – político, comando e subida gestão, assessoria e realização de ações clandestinas, estrutura operacional de lucidez, produção e propagação de fake news e embaraçamento da investigação.
Bolsonaro e Carlos seriam o núcleo político. “Levante núcleo é integrado por sujeitos que eram os principais e responsáveis pelas ações realizadas posto que figuravam porquê os beneficiários diretos das ilicitudes praticadas”, descreve a PF. O relatório afirma ainda que as ações clandestinas na Abin era voltadas à “proteção ao núcleo familiar” e “obtenção de vantagens de ordem política”. “As ações clandestinas, portanto, tinham seus produtos delituosos destinados ao interesse deste núcleo com ataques direcionados à adversários e ao sistema eleitoral dentre outros”, conclui a PF.
O relatório de 1.125 páginas é assinado pelo mandatário Daniel Roble Brasil Promanação, da Subdivisão de Operações de Perceptibilidade Cibernética da Polícia Federalista. O sigilo do documento foi levantado nesta quarta-feira, 16, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator da investigação.
A Polícia Federalista liga uma série de monitoramentos ilegais aos interesses do ex-presidente e de sua família. Os investigadores mencionam dossiês para tentar inferir em inquéritos contra o senador Flávio Bolsonaro, por suspeita de rachadinha, e o vereador Jair Renan, por indícios de tráfico de influência.
*Reportagem produzida com auxílio de IA e informações do Estadão Teor
Publicado por Carol Santos





