Ao Washington Post, Lula diz que relação pessoal com Trump pode evitar mais tarifas
Escrito por Nilson Oliver em 17 de Maio, 2026
O petista concedeu sua primeira entrevista sobre o encontro com o republicano ao jornal norte-americano
Ricardo Stuckert / PR
Trump recebeu Lula na Lar Branca em 7 de maio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ao jornal norte-americano Washington Post que a sua relação pessoal com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, pode evitar a emprego de mais tarifas e sanções contra o Brasil, prometer o reverência à democracia brasileira e atrair mais investimentos ao país. Essa foi a primeira entrevista que o petista concedeu a um veículo sobre o encontro com o republicano, em 7 de maio, na Lar Branca.
“Se eu consegui fazer Trump rir, posso obter outras coisas também”, disse Lula.
Ao Washington Post, o director do Executivo afirmou que a falta de reverência resultou na deterioração das relações entre os países em 2025, com a emprego de tarifas e sanções contra o Brasil. Segundo Lula, o Planalto estava disposto a dialogar sobre as divergências, mas só se fosse tratado porquê igual.
“Quem abaixa a cabeça talvez não consiga erguê-la novamente”, declarou. O petista disse que o Brasil “tem muito orgulho do que é” e “não precisa se inclinar a ninguém”.
Sobre a relação entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e Trump, Lula negou ter tentado fabricar atrito entre eles. O director do Executivo falou que “nunca pediria” ao republicano para “não gostar” do capitão da suplente.
“Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso”, afirmou.
Quanto à possibilidade de os Estados Unidos classificarem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) porquê terroristas, Lula disse que os Estados Unidos “não farão isso”. O presidente brasiliano ainda argumentou que a medida por si só não acabará com o tráfico de drogas.
No espectro dos conflitos mundiais, Lula contou que Trump sabe de seu posicionamento contra a guerra com o Irã e a mediação na Venezuela, além da situação na Palestina. “Minhas divergências políticas com [o republicano] não interferem na minha relação com ele porquê director de Estado. O que quero é que trate o Brasil com reverência, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito cá”, afirmou.
Sobre Cuba, Lula voltou a falar que Trump disse que os Estados Unidos não irão invadir a ilhéu.
Apesar das tentativas de Brasília em mediar a sossego na Venezuela e na Ucrânia e as negociações entre os Estados Unidos e Cuba terem falhado, Lula demonstrou ao Washington Post que quer posicionar o Brasil porquê intermediário em conflitos globais. O petista relatou continuar profundamente preocupado com os rumos da política global e considera ter uma erosão da cooperação multilateral.
Lula disse esperar que Trump seja convicto de que os Estados Unidos “podem desempenhar papel importante no fortalecimento da sossego, da democracia e da cooperação multilateral”. Para o director do Executivo brasiliano, é um tanto “difícil”, mas declarou que, se não acreditasse na “persuasão”, “não estaria na política”.



