Alckmin reage à investigação dos EUA e diz que Pix é exemplo para o mundo
Escrito por Nilson Oliver em 16 de Julho, 2025
‘Temos a maior floresta tropical do planeta e estamos comprometidos com o desmatamento proibido zero; no setor de pagamentos, o Pix é uma inovação elogiada internacionalmente’, declarou
Júlio César Silva/MDIC
Vice-presidente afirma que Brasil vai apresentar explicações formais e critica retaliações anunciadas por Donald Trump
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Transacção e Serviços, Geraldo Alckmin, reagiu nesta quarta-feira (16) à investigação ensejo pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais. Segundo ele, o país está pronto para apresentar todos os esclarecimentos e considera que áreas uma vez que o Pix e a política ambiental brasileira são referências globais.
“O Brasil é exemplo hoje para o mundo. Temos a maior floresta tropical do planeta e estamos comprometidos com o desmatamento proibido zero. No setor de pagamentos, o Pix é uma inovação elogiada internacionalmente”, declarou Alckmin a jornalistas. A investigação foi anunciada na terça-feira (15) pela Representação Mercantil dos Estados Unidos (USTR) e será conduzida com base na Seção 301 do Ato de Transacção de 1974. O processo pode resultar em sanções, uma vez que novas tarifas ou barreiras comerciais, caso o governo norte-americano conclua que o Brasil adota políticas injustificáveis ou discriminatórias.
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Alvos da investigação
O relatório da USTR elenca seis frentes de preocupação em relação ao Brasil: Transacção do dedo e Pix: os EUA alegam que o Brasil favorece serviços nacionais e prejudica empresas estrangeiras, além de questionarem o suposto uso político de plataformas digitais. Tarifas preferenciais: o país é criminado de conceder tarifas menores a parceiros específicos, o que colocaria exportadores norte-americanos em desvantagem.
Combate à depravação: há críticas à suposta ineficiência na emprego de leis anticorrupção e de transparência. Propriedade intelectual: o Brasil é citado por, supostamente, não proteger adequadamente inovações e marcas de empresas americanas. Mercado de etanol: os EUA reclamam de tarifas que dificultam a ingressão do etanol norte-americano no mercado brasiliano. Desmatamento proibido: segundo o USTR, a lapso em coibir a devastação impactaria a competitividade de produtores dos EUA.
Resguardo brasileira
Alckmin rebateu as alegações, destacando a atuação brasileira na dimensão ambiental e energética. “Reduzimos o desmatamento. Temos compromisso com a recomposição florestal e com o Fundo do Clima. Aumentamos a participação do etanol e da virilidade renovável na matriz. O mundo reconhece isso”, afirmou.
Sobre o Pix, o vice-presidente disse que o sistema é “moderno, eficiente e atingível”, sem qualquer intenção de prejudicar empresas estrangeiras. “É um meio de pagamento adotado por milhões de brasileiros e já serve de exemplo para vários países”, reforçou.
Próximos passos
O governo dos Estados Unidos agendou uma audiência pública para 3 de setembro, e o prazo para envio de comentários por escrito vai até 18 de agosto. O Planalto confirmou que apresentará uma resposta solene às autoridades norte-americanas e buscará manter canais diplomáticos abertos.
A exórdio da investigação ocorre dias posteriormente o presidente Donald Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA, a partir de 1º de agosto. O governo brasiliano vê na novidade ofensiva um agravamento das tensões comerciais entre os dois países.
“Não é a primeira vez que os EUA abrem uma investigação. Já respondemos no pretérito e o caso foi encerrado. Vamos fazer isso novamente, com tranquilidade e base nos fatos”, concluiu Alckmin.





