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Deputado e vereador de Cuiabá são suspeitos em operação que investiga desvio de emendas

Escrito por em 30 de Abril, 2026

O deputado estadual Elizeu Promanação e o vereador Cezinha Promanação foram alvos de procuração de procura e inquietação nesta quinta-feira (30)
Imagens obtidas pela Jovem Pan

Movimentação do cumprimento da Operação Emenda Oculta
A Operação Emenda Oculta, que apura o direcionamento irregular de emendas parlamentares para institutos privados ligados a agentes políticos, foi deflagrada nesta quinta-feira (30) pelo Ministério Público (MP) do Mato Grosso. A investigação envolve o deputado estadual Elizeu Promanação (Novo) além de seu irmão, o vereador por Cuiabá Cezinha Promanação (União).
A ação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Conhecimento Originária (Naco), com suporte da Polícia Judiciária Social e da Controladoria-Universal do Estado.
Segundo o MP-MT, durante a operação foram cumpridas medidas de procura e inquietação domiciliar, pessoal e veicular relacionadas aos irmãos, ao Instituto Social MatoGrossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Médio (IBRACE), que são alvos da operação.
Segundo o Naco, os valores eram repassados à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que depois devolvia em quantia aos parlamentares responsáveis pelas emendas.
Durante a operação, os investigadores apreenderam muro de R$ 200 milénio em quantia, além de aparelhos celulares, notebooks e documentos que podem contribuir para o progressão das investigações. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal, o não aproximação aos bens e o bloqueio de valores dos envolvidos.
Outro lado 
A assessoria do vereador Cezinha Promanação informou à Jovem Pan que os fatos estão sendo devidamente acompanhados e analisados pelas instâncias competentes. “Esclarece-se que, até o presente momento, os advogados ainda não tiveram aproximação aos autos, tendo em vista o trâmite sob sigilo. Registra-se, ainda, que o vereador recepcionou os agentes de segurança em sua residência, colaborando de forma integral para o cumprimento das diligências realizadas”, disse em nota.
O vereador deixou simples que aguarda o curso e os desdobramentos das apurações para uma “eventual sintoma mais aprofundada” e que está à disposição para maiores esclarecimentos.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal, muito uma vez que a indisponibilidade de bens e o bloqueio de valores dos envolvidos.
A operação contou ainda com a participação de servidores da Delegacia Especializada de Combate à Devassidão (Deccor), da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e do Grupo de Atuação Peculiar de Combate ao Delito Organizado (Gaeco).
A Jovem Pan entrou em contato com o deputado Elizeu Promanação, o Instituto Social MatoGrossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Médio (IBRACE), mas, até o momento da publicação desta reportagem, não obteve resposta. O espaço segue descerrado.


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