Fraude no INSS: Defesa de Lulinha diz que quebra de sigilo é ‘dispensável’
Escrito por Nilson Oliver em 26 de Fevereiro, 2026
Legista do rebento do presidente Lula se manifestou depois de a CPMI do INSS revalidar a medida nesta quinta-feira (26)
Alex Silva/Estadão Teor
Anteriormente, o STF havia autorizado a quebra dos sigilos bancário, telemático e fiscal de Lulinha
A resguardo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, manifestou-se nesta quinta-feira (26) depois de a Percentagem Parlamentar Mista de Interrogatório (CPMI) que apura fraudes no Instituto Pátrio de Seguro Social (INSS) revalidar a quebra de sigilo do rebento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por meio de nota, o jurisperito disse que a medida é “dispensável”.
“Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum transgressão”, disse o jurisperito Guilherme Suguimori.
A resguardo de Lulinha ainda comentou sobre a autorização concedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federalista (STF), para quebrar os sigilos bancário, telemático e fiscal do empresário. Suguimori disse que, “desde o início”, o empresário “se colocou à disposição do STF” com a “intenção de prestar todos os esclarecimentos que a Incisão entendesse necessários”.
Mendonça decidiu, em janeiro, obedecer o pedido da Polícia Federalista (PF) para quebrar o sigilo de Lulinha. A corporação apura o envolvimento do empresário com o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
O empresário também foi citado em decisão do ministro que autorizou a PF e a Controladoria-Universal da União (CGU) a realizar, em dezembro de 2025, uma novidade tempo da Operação Sem Desconto. No celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, sabido porquê o “Careca do INSS”, a corporação encontrou mensagens que citam repasse de ao menos R$ 300 milénio ao “rebento do rapaz”, que, segundo os investigadores, seria uma menção a Lulinha.
CPMI do INSS
Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS fez 32 reuniões até esta quinta. Nessa reta final, a percentagem está concentrada em explorar fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, licença sem consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis. Em 2025, o comitê ouviu Antônio Carlos Camilo Antunes.
O relator da percentagem, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), qualificou Antunes porquê “responsável do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil”. Segundo os dados apurados pela CPMI, o “Careca no INSS” seria o operador do esquema e teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses.
Leia a íntegra da nota da resguardo de Lulinha
“Recebemos hoje a notícia da quebra de sigilo contra Fábio Luís, tanto pela CPMI, quanto, supostamente, nos autos do questionário do Supremo Tribunal Federalista”.
“Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum transgressão”.
“No entanto, ressalto que, desde o início, Fábio expressamente se colocou à disposição do STF, informando sua intenção de prestar todos os esclarecimentos que a Incisão entendesse necessários. O fornecimento de documentos seria lanço inevitável para esclarecer fatos, dissipar ilações e evitar a desnecessária politização de seu nome”.
“Diante das notícias de hoje, peticionamos ao STF pedindo aproximação à suposta quebra de sigilo, informando que forneceremos voluntariamente ao Tribunal os documentos pertinentes”.
“Por tudo isso, entendo que a quebra de sigilo é dispensável, pois não é necessário constranger quem desde o início demonstrou interesse inequívoco em contribuir”.





