Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar sob alegação ‘risco de saúde’
Escrito por Nilson Oliver em 31 de Dezembro, 2025
Ex-presidente está internado em Brasília; esta hospitalização de nove dias foi sua primeira saída desde que passou a executar pena na Superintendência da PF
Tânia Rego/Dependência Brasil/Registro
A resguardo do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quarta-feira (31) ao Supremo Tribunal Federalista (STF) que o ex-presidente possa executar sua pena em regime domiciliar por “risco concreto de agravamento” de sua saúde, depois ele passar mais de uma semana hospitalizado em Brasília. “A permanência desse paciente em estabelecimento prisional, tão logo obtenha subida hospitalar, submeter-lhe-ia a risco concreto de agravamento súbito do estado de saúde”, diz a petição.
O STF condenou em setembro o ex-presidente a 27 anos de prisão por liderar um projecto malogrado para se manter no poder, depois perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022. Bolsonaro, de 70 anos, foi operado em 25 de dezembro de uma hérnia inguinal e depois realizou um procedimento contra suas crises recorrentes de soluço. Os médicos informaram nesta quarta que está previsto que ele retorne para sua quartinho na Superintendência da Polícia Federalista em Brasília na quinta-feira (1º).
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Recluso desde novembro, o ex-presidente (2019-2022) enfrenta há anos as sequelas de uma facada que sofreu na bojo durante um ato de campanha em 2018, e que exigiu que ele passasse por várias cirurgias. Esta hospitalização de nove dias foi sua primeira saída desde que passou a executar pena na Superintendência da PF em Brasília. “A realização penal não pode — nem deve — converter-se em instrumento de exposição indevida do apenado a riscos médicos relevantes e evitáveis”, argumentam os advogados na petição.
*Com informações da AFP



